O colectivo Petri [with “y”] é constituído por David Silva Revés, Elsa Melo e Mário de Sousa Carvalho. Cada membro – uma perspectiva, unidas na vontade comum com que se lançam neste projecto.

Procuremos, assim, uma forma de curadoria que se desenvolva, ela própria, nas tentativas (por incentivo ou oposição crítica) de resgate do toque material, do toque sensível (e não falo só de uma dimensão física). Este que tem maior potência em se fazer corpo, em devir consciência. Em se fazer alongar nas volutas da memória.

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A ideia de pensar o espaço como um laboratório, onde a experiência é o motor de toda a obra, foi algo que me atraiu logo à partida. O espaço é o lugar onde artistas e curadores levam a cabo várias experiências, onde as mesmas podem resultar (ou não) em objetos artísticos. Existe uma questão fundamental: com este pensamento do espaço como laboratório, não existe a questão da falha. Isto é, tudo o que fazemos, tudo o que produzimos é algo que vale por si. O que alguém pode considerar “falha” é, na verdade, o resultado de um processo experimental, de um laboratório de ideias e práticas trocadas entre nós e os outros.

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Que eu fizesse desse entendimento uma ponte para a viagem interior compenetrada que qualquer exposição relevante proporciona, onde o espectador se esqueceria do seu carácter passageiro no espaço expositivo e o sobreporia à vida que traz do exterior.

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